
Em 2005 ganhei de uma amiga um monte de músicas muito especiais gravadas num CD. Cuidado e carinho na intenção, na seleção, na capinha, na forma de entregar o presente (esse veio com flores). As pessoas mais queridas sempre me deram música. De uma forma ou de outra. Hoje peguei esse presente pra ouvir e uma música de O Som do Sim, do Herbert Vianna, me tirou da melancolia: Vamos Viver. Repeti, repeti, repeti e me prendi à alegria que ela tem na letra, na veia do compositor, na voz infinita da Sandra de Sá. Veio como alento pros meus receios, pra minha ansiedade, e me ajudou a preparar o espírito pro ano que chegou. O meu 2009 começa como uma nova etapa, e não só como um marco simbólico. Às vezes a vida muda junto com o ano. Às vezes muda até com a lua.
“Vamos viver só de amor” não tem nada de utopia. É um convite a buscar um sentido novo em tudo. A vida, o trabalho, o supermercado, os pratos na pia, os discos na prateleira, o aluguel, a dor, a chuva, tudo isso tem outra cor quando a gente se prende ao que realmente interessa. Ao que é essencial: ter com quem contar pra poder falar dos próprios medos e assim eliminar pelo menos mais um. Sentir que você é muito importante pra muitas pessoas. Sorrir de alegria sem saber exatamente o motivo. Ganhar de presente a música e guardá-la pra sempre. Sobre todas as coisas, sob todas as formas, sempre há um motivo "pra se viver do amor".
“Vamos viver só de amor” não tem nada de utopia. É um convite a buscar um sentido novo em tudo. A vida, o trabalho, o supermercado, os pratos na pia, os discos na prateleira, o aluguel, a dor, a chuva, tudo isso tem outra cor quando a gente se prende ao que realmente interessa. Ao que é essencial: ter com quem contar pra poder falar dos próprios medos e assim eliminar pelo menos mais um. Sentir que você é muito importante pra muitas pessoas. Sorrir de alegria sem saber exatamente o motivo. Ganhar de presente a música e guardá-la pra sempre. Sobre todas as coisas, sob todas as formas, sempre há um motivo "pra se viver do amor".






