quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Dor no apogeu.


“Ai de mim!”. “Ah, quanta desventura!”. A música de fossa me arrebata. Já falei sobre isso por aqui. Dor pra nenhuma Antígona botar defeito.

Segundo Jairo Severiano e Zuza Homem de Melo (leitura básica pra quem quer saber sobre a nossa música), o período áureo do samba-canção-depressivo ou samba-de-fossa é de 1952 a 1957. Lúcio Alves, Nelson Gonçalves, Dalva de Oliveira, Dick Farney e Ângela Maria cumpriam seu estrelato. As primeiras músicas do Tom ganhavam as rádios. Maysa lançava “Ouça”, hino maior da dor-de-cotovelo. E Fernando Lobo deixava uma grande herança pro seu filho, Edu, que mais tarde começaria a compor a dor da forma mais sublime.

Estava assistindo à minissérie Maysa um dia desses e, nela, o Bôscoli diz que “samba-canção é que anda pra trás”. Era um bobo mesmo, coitado. Bobo pra ser bem leve nos meus xingamentos. Ele nem imaginava que gente da sua própria geração e das seguintes fariam história compondo e cantando a dor em samba-canção. Enquanto isso, o “barquinho” dele e do Menescal continua me dando enjôo.

Está aí uma relativamente nova "corta-pulsos". Da doce Teresa Cristina e do Pedro Amorim, por Roberta Sá e Ney Matogrosso.




2 comentários:

Anônimo disse...

Assino embaixo, Elena.
Tb adoro uma música corta-pulsos.
Beijos!
Dea

Elena disse...

Andrea, que dia a gente vai tomar cerveja? Com ou sem corta-pulsos?